Os pensamentos insanos de Fernanda Evangelista
Lutar por um amor é de grande dignidade, até o momento em que nessa luta você deixa de lado seu amor próprio. Nesse momento é melhor lembrar que sem amor próprio não somos capazes de amar mais ninguém de verdade e a luta pelo amor do outro pode se tornar um sofrimento grande ou apenas exercício da vaidade.
Tico Santa Cruz
“Eu adoro passar a mão no seu rosto
gosto de sentir na ponta do dedo a textura da sua pele delicada
gosto de olhar no espelho da alma
gosto de encostar meu nariz no seu nariz
segurar no teu pescoço
até o ponto de sentir a pulsação
gosto de ouvir a respiração
como vc faz sentido pra mim”
“Deitado perto de você
Palavras e palavras,
promessas e promessas,
bocas e bocas,
mentiras e mentiras,
ilusões conquistadas,
e apenas um coração partido, diversas vezes,
o passado fica no passado,
a gente para, adormece para esquecer o que passou, acorda para viver uma outra palavra, outra boca, outra mentira e muitas vezes, o mesmo coração se parte,
não importa para onde corra,
não importa para onde vá,
seu mundo continuará o mesmo,
as histórias de amor ficam nos filmes e músicas,
não crie expectativas,
apenas viva, sofra, chore e ria,
o que é seu está guardado
e quando a oportunidade chegar, não agarre-a tão forte que ela não possa fugir,
apenas deixe-a ficar se quiser ficar.
Você não viverá um conto de fadas, a vida não é um conto de fadas.
Você apenas carregará histórias boas,
amores com olho no olho, felicidades ao ver seu amá-lo feliz, não conseguir dormir porque ainda não recebeu notícias de quando ele ainda não chegou em casa, histórias que carregará para sempre, sua história, história da sua vida.
Reclame a Deus se tudo não foi como você imaginasse que fosse, mas agradeça ao mesmo Deus, quando seus filhos tiverem um grande Pai ao lado deles, um que lhes dê força, educação, saúde e amor e que esse mesmo Pai lhe dê forças quando você mais precisar, uma massagem quando necessário e que ele sinta confiança ao seu lado, que você também se torne as forças dele, por mais que você não fique acordada ao lado dele, apenas para se certificar de que está acordado, ou um olhar penetrante após um longo beijo, mas esse homem estará ao seu lado e será sua força.
Fernanda Evangelista
Sou intensa
Sinto acido me corroer internamente e transpareço com lágrimas nos olhos.
Quando sinto um tremor de terremoto sacudindo meu corpo, alivio com risadas inacabadas.
Quando vejo uma pessoa triste, eu a vejo como uma criança nua em meio uma tempestade de neve e a abraço.
Mas ainda assim intensa, sinto o vazio ao meu redor.
Fernanda Evangelista
Deitada na cama do hospital, olho fixamente para a região fria do meu corpo, onde há uma agulha fincada na pele, sigo com os olhos mangueira que sai da agulha e vai até uma bolsa pendurada num objeto de metal, mal consigo ler o que esta escrito na bolsa transparente, pois meus olhos estão ardendo em chamas, como se areia e fogo estivessem por toda a minha pálpebra interna, fecho os olhos como se isso pudesse ajudar a enxergar melhor, e consigo por fim ler: VIDA
(via psyyyychedelic)
Olhando para os lados, perdida e em combustão.
O fogo que me mata, é o mesmo que me mantém viva.
A cada passo dado pra frente, eu volto três! Como entao conseguirei encontrar as flores? Aquelas que eu deixei para o caso de eu me perder, meio como rastros, flores de esperanças, esperanças de voltar para o meu lugar.
Agora eu me deito no chão frio e sujo, sem emprego, sem casa, sem um amor, sem amigos, sem pássaros, sem arvores, sem oxigênio!
“Use seus problemas! Pegue-os e aprenda a superar”
Como sobreviver sem ar?
Como caminhar sem pés?
Não há mais em quem confiar, não há mais forças, agora só existem remédios, remédios para dormir e esquecer o mundo!
Away.
Você estava ali, deitado em minha cama, debaixo do meu teto, só você e eu. Fiquei de pé, te observando “Você não vai deitar ali, suas costas estão ardendo de dor por ser tarde da noite, mas não. Você não vai deitar ali”
E num segundo eu já estava caminhando em sua direção, cautelosa, sem saber se era certo ou errado.
Então eu deitei, com minha cabeça em sua costela, meu braço ao lado da sua mão, quase sem encostar, pude sentir o calor do seu corpo pela minha cabeça, ombros e foi tomando conta das costas, quadril, pernas e chegou ao pé.
“Como é bom estar em casa” por mais que ali não é mais o meu lar, eu pude sentir por segundos que finalmente estava em casa.
Fiquei ali imóvel, sei lá por quanto tempo, só sentindo o prazer que tomava conta do meu corpo. Até que comecei a sentir o músculo do meu pescoço arder, ardia tanto que quase fiquei sem ar “Eu não quero sair daqui, não hoje” mas aí me dei conta de que a falta de ar não vinha da dor e sim porque senti-o acariciando as pontas dos meus dedos. “Não para! Não para!”
Então eu puxei o máximo de ar que pude e soltei profundamente, como uma explosão de prazer, pude até soltar um sorriso sem mostrar os dentes de contentamento e então senti uma fisgada “Droga, pescoço, aguente firme até amanhã, não quero sair…” e então fui cortada mentalmente por outro pensamento “Deite-se ao lado dele, abrace-o!”
Levantei como num salto, me ajeitei, passei os braços por baixo do seu pescoço e o abracei, com a cabeça mais acima da sua, pois não poderia se quer pensar em deixar meu rosto próprio ao seu, não quero sentir vontade de beijá-lo desesperadamente.
Logo que nos aconchegamos, minhas mãos estavam pousadas em sua cabeça, como sem poder, começaram a fazer cafuné, como antes, como quando estávamos juntos.
A partir de então, ambos estavam acariciando um ao outro enlouquecedoramente, com respeito e paixão, haviam muitos arrepios, mas não eram apenas arrepios de prazer, haviam outros tipos também, como de medo e amor.
Sua respiração ofegante controlada perto dos meus ouvidos me exitavam e eu me encolhia “Não posso me descontrolar” “Pelo amor de deus, se controla!”
-Velhinha atravessando a rua…. - eu sussurrei tão baixo que nem eu mesma pude ouvir - … com um cachorro… - continuei, visualizando a imagem, tentando me desfocar do que estava acontecendo ali - … homem ajudando.
- O quê? - você perguntou educadamente, arruinando minha tentativa de controle.
Levantei um pouco a cabeça. O que vou dizer? Não posso dizer que estava pensando em outra coisa, o que ele vai pensar de mim? Vai pensar que eu sou uma louca que fica pensando em mil coisas a todo o tempo, ou que não me importo com o que estamos fazendo. - Eu estava pensando alto - respondi sem perceber, eu não queria dizer isso, poderia ter ficado quieta e ter continuado.
E então você continuou com os carinhos, mais calmos “Uffa, essa foi por pouco” eu finalmente disse a mim mesma. Ficamos assim por longo tempo, “eu poderia ficar aqui por tempo indeterminado, mas sei que como acabar a qualquer momento” e agarrei com força sua blusa para mais perto, como se isso pudesse fazer esse encontro durar por um longo tempo.
Você se ajeitou e nossos rostos estavam colados, testa com testa, nariz com nariz, eu queria agarra-lo nesse momento, sem piedade, beijá-lo loucamente, tirar suas roupas, fazer sexo até o amanhecer, até estarmos completamente acabados e dormir ali, juntinho, eu poderia morrer dormindo colada ao seu corpo, que morreria sendo a mulher mais feliz do mundo.
Abri meus olhos quando senti sua mão acariciando com leveza o meu rosto “Ai meu deus, se controla” eu pensava desesperadamente, você abriu os olhos e eu fechei o mais rápido que eu pude “Tola apaixonada, agora ele vai pensar que você é uma louca varrida, completamente e perdidamente apaixonada, ele vai pensar que não teve mais estar ali, vai querer ir embora, ao invés de confundi-la mais ainda” A esse momento eu já estava completamente perdida, eu estava ali, com o homem que eu amo e levei minha mão até seu peito, na altura do coração. “Esse coração já foi meu” fui deslizando até o abdômen “Esse corpo já foi meu” voltei com a mão para cima do peito “Eu já morei dentro desse coração” deslizei novamente a mão para baixo “Eu já morei dentro desse corpo, dessa vida. Já tivemos uma vida juntos, porque tudo acabou? Porque não existe mais? Tudo culpa sua!” eu me encolhi com esse pensamento e agarrei novamente com força sua blusa ”Queria ter uma amnésia, queria esquecer tudo, queria esquecer o dia em que te vi pela primeira vez, quando tudo começou” e pude vê-lo claramente em minha cabeça, em pé, calça preta, blusa branca e jaqueta de couro, você ainda não usava a barba que eu o fiz deixar crescer, uma forma de me agradar, por eu amar barbas.
Agora eu sentia uma vontade que vinha do estômago até as mãos de beijá-lo agora “NÃO” senti um tremor da razão dominando o meu corpo e fazendo eu levantar um pouco o rosto, até encostar minha boca na sua testa. Eu estava imaginando beijando sua boca, abrindo-a lentamente e beijando a boca mais deliciosa do mundo, a minha boca, o meu mundo aos meus braços. desci um pouco e beijei a ponta do nariz “Meu nariz que mexe, não é mais meu” eu arrepiei com a ironia e voltei para a testa, com negação a eu mesma.
Eu estava perdida em pensamento de negações e beijos inacabados, quando o seu celular tocou, era seu pai.
“Não!” Agora eu estava decepcionada, eu estava entregue “Graças a Deus ele ligou, não sei onde isso poderia acabar. Meu Deus, como você pode pensar uma coisa dessas? Estava tudo tão incrível” E então levantamos, entristecidos, ambos queriam continuar esse momento só nosso.
Então nos abraçamos por um longo tempo, o abraço mais forte que poderíamos dar, o mais caloroso existente no mundo, estávamos sentindo um ao outro, querendo que isso não acabasse nunca mais.
- Eu posso ligar pra lá e dizer que você foi sequestrado - finalmente eu disse, como se fosse a melhor ideia do mundo - e só entregaria amanhã - pude planejar tudo na minha mente, eu seria uma sequestradora agora, colocaria-o no meu carro, encapuzado, passaria a noite inteira beijando-o e acariciando seu corpo inteiro, fazendo-o o homem mais feliz desse mundo.
E então fui cortada por sua risada de desapontamento, mas não era pelo que eu acabara de dizer e sim porque isso não poderia ser possível.
Eu o abracei mais forte e soltei quando estávamos quase nos beijando e fui em direção a porta “Não pode beijá-lo, isso vai atrapalhar tudo, você vai pensar nele 24horas por dia, se segure, só vai piorar as coisas!”
Dei passagem e você me puxou com delicadeza para mais perto, sua boca estava na direção da minha, pronta para serem encostadas “NÃÃÃOO, você aguentou por tanto tempo, não estrague tudo novamente!” me afastei aos poucos, levando minhas mãos nos botões da sua blusa - É melhor você ir - eu disse em derrota. Você colocou sua mão próxima ao meu pescoço, passando para o queijo, me deixando imóvel e finalmente encostou sua boca na minha.
“Nãã..meu deus!” Senti um calor subindo pelo corpo inteiro, eu estava ofegante, tentei recuar sem forças, mas estávamos envolvidos demais para soltar e então continuamos “você precisa parar! Não é certo com os dois, pare agora!” agora consegui soltar, com a boca aberta, ofegante e abri meus olhos, quando voltamos a nos beijar, meu corpo latejava, eu estava tremendo, estava leve, estava flutuando, eu não sentia mais o meu corpo, quando o abracei com mais força, sentindo seu corpo inteiro colado ao meu, nossas pernas entrelaçadas, eu podia sentir meu estômago eufórico de contentamento.
E finalmente o empurrei com carinho, entrei rapidamente “você não pode deixá-lo assim, volte!” eu peguei um saco de lixo e voltei, passando por ele, levando o lixo até a lixeira do prédio, apertei o botão do elevador e pude senti me puxando novamente para os seus braços, meu lar, nos beijamos mais uma vez, sem pudor e o elevador chegou, quando as portas se abriram eu o empurrei para dentro.
-Tchau - eu disse com um sorriso tímido no rosto, com os olhos no chão, não queria deixá-lo ir, mas eu tinha que fazer isso. Eu o olhei e estava com um sorriso lindo no rosto.
-Tchau! - disse enquanto as portas começam a fechar e eu me escondi na parede o mais rápido que pude. Caminhei lentamente com as mãos no rosto, até chegar ao meu apartamento, fechei a porta mais rápido que o normal, como se estivesse me protegendo do perigo, andei até o centro da sala e fiquei imóvel por uns 5minutos, pude sentir uma lágrima caindo do meu rosto “você não pode ficar triste” “como pode deixar isso acontecer?” Meu deus, como eu estava feliz, sentei-me na cadeira mais próxima, sorrindo e triste ao mesmo tempo, eu sabia que isso não iria acontecer novamente, eu não podia deixar isso acontecer novamente.
E meus ombros caíram em derrota. Meu mundo estava estranho, mas eu estava feliz por dentro, eu o amava.
Fernanda Evangelista
“Já não corro mais atrás de ninguém porque simplesmente entendi que não vale a pena. Seja uma amizade ou um amor, se a pessoa é digna de você ela nunca estará nem a frente e nem atrás, ela estará sempre do seu lado.
Se você tem que correr atrás, então é porque a pessoa está fugindo de você. Sinceramente? Não vale a pena querer quem não nos quer!
O mundo gira, tudo muda o tempo todo e tudo se renova, inclusive as pessoas de nossa vida. Apenas espero pelo melhor e saiba reconhecê-lo quando ele estiver do seu lado…”
A vida é tão ampla, temos tanto para conhecer, tanta cultura, tantas pessoas (boas ou más), nunca se prenda a ninguém.
Perdemos tanto tempo planejando futuro, que acabamos esquecendo do que esta a nossa frente.
Hoje conversei por um longo tempo com um amigo que fazia muito tempo que não via, ele passou por experiências inigualáveis e em pouco tempo de conversa, pude perceber a vida que eu ainda tenho, a chance de viver, tantos novos sonhos e ambições.
Não planeje futuro, apenas defina uma meta a ser cumprida, caia quantas vezes seja necessário, mas faça sozinho, não espere que alguém faça por você ou esteja ao seu lado, pois as pessoas não se importam com você, não se movimentam para a sua conquista, pelo contrário, querem te derrubar, ser mais do que você!
Cresça, amadureça e viva.
Coma, reze e ame a vida!
Mude de país, mude de vida quantas vezes forem necessárias para se encontrar.
Apenas faça alguma para encontrar a felicidade dentro de si, mesmo que demore e você passe por momentos de solidão interna.
Só não desista!
Fernanda Evangelista
(Source: fragmentar-te, via psyyyychedelic)