De baixo de uma armadura, sempre há um coração frágil.
Posso até parecer forte; ter auto-defesa, ou não acreditar nas palavras de um homem. Mas no fundo, meu coração é totalmente penetrável.
O que torna meu coração duro feito pedra, é a forma de como as pessoas tentam colocar suas mãos á sua volta.
Sou daquele tipo de mulher que saca um cara sacana ao longe.
Sou do tipo de mulher que não gosta de homem meloso.
Posso ser taxada como racional demais, mas tudo não passa de auto-defesa. Não é medo de ser feliz, pelo contrário, é saber que aquele homem não será capaz de me fazer feliz.
Por dentro dessa mulher marrenta, existe uma menina que deseja receber flores inesperadas, em datas nada importantes.
Sou do tipo de mulher, que coloca um bombom no bolso do rapaz, esperando que ele abra um sorriso quando chegar em sua casa e perceber que “do nada” apareceu um bombom em seu bolso.
Sou daquela que não gosta de ficar conversando por mensagens de texto no celular, mas gosta de receber uma mensagem no meio da madrugada que diz “Sinto a sua falta aqui comigo”.
Sou daquele tipo de mulher que abre um sorriso e, o coração esquenta quando um homem é gentil e abre a porta do carro.
Olho no fundo dos olhos quando estou realmente apaixonada e meu rosto arde em brasa, quando começo a ficar tímida.
Posso ser chamada de mulher moderna, pois não fico no pé, não ligo o tempo inteiro, , mas fico a espera de uma chamada perdida.
Sou daquelas mulheres que se sente bem quando pode compartilhar de um problema de seu homem, pois confiança.
Sou daquelas que sabe ser responsável, brava e, gosta de fazer cocegas nas horas divertidas.
Sou aquela romântica enrustida, que deseja amar intensamente; Dona de uma armadura de açúcar.
Fernanda Evangelista